quarta-feira, 21 de maio de 2008

Lençóis Maranhenses, digo, brasileiros...

Surrealista, a paisagem dos Lençóis Maranhenses não segue nenhuma lógica. É um “deserto” entrecortado por lagoas de água doce, que secam por alguns meses e ressurgem na estação chuvosa. Nelas, misteriosamente, peixes, crustáceos e tartaruguinhas verdes reaparecem como se nunca tivessem saído dali. Incomparável, a região faz parte do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, criado em 1981. Com 155 mil ha de área, o parque é um sem-fim de dunas extremamente brancas. Vista de longe, a areia parece formar uma casca lisa e uniforme, mas é só chegar perto para perceber sua textura irregular, “penteada” pelo vento forte que varre as dunas o tempo todo. A paisagem, redesenhada constantemente pela ventania, faz com que ninguém veja exatamente a mesma imagem duas vezes. Nos Lençóis, a estação chuvosa vai de janeiro a junho. É nesta época que as lagoas renascem, e os rios, mais cheios, voltam a ser navegados com voadeiras e a trazer sustento para os moradores da região, que vivem da pesca neste período.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/turismo/americadosul/brasil-lencois_maranhenses.shtml

Não preciso nem comentar, que Brasil também é isso né?, cenário único no mundo, cenário nosso. De uma beleza estonteante, os lençõis maranhenses não recebem tantos turistas quanto deveria, assim como todo o Brasil - talvez o maior potencial do planeta para essa atividade, mas um dos menos paorveitados também.
Areia branquinha, lagoas azuizinhas. Todos deveriam conhecer. Faz parte da nossa identidade.
Pena que nem todos podem, ou nao tiveram a oportunidade - como eu.
Mas só estudá-lo, já é um grande passo!.

domingo, 18 de maio de 2008

Chegando a hora do Arraial



Está chegando, a festa de origem européia mais brasileira que existe. Pular fogueiras, subir em paus de cebo, espalhar bandeirinhas, balões, dançar ou assistir a tradicional quadrilha, parabenizar a linda noivinha, com seu companheiro. Ah, a festa Junina.

Quem não gosta, de pelo menos um prato típico dessa festa?, paçocas, maças do amor, pamonha, cural, milho cozido, cangica e etc...

Se alegrar com crianças pintadas, camisa zadrez, vestidinhos rendados. Ah a festa Junina

Vinda de Portugal ao Brasil, mas celebrada em muitos países católicos, a festa, de idade medieval é um agradecimento dos nordestinos - onde a festa é mais intensa e enraizada - às chuvas vindas, tão incessantemente esperadas.

Nessa época, onde as tempestades vêm, normalmente a lavoura é propícia ao milho. Por isso, os pratos mais comumente encontrados nos festejamentos, são derivados do alimento.

Época pra engordar, curtir, "aculturar" e refletir, seria perfeito, se nao fosse católico.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Brasil, de amor eterno seja símbolo...


...a onça que deveria ser ostentada em nosso território.
A onça pintada (Panthera onca ) é o maior felino do continente americano,. No Brasil, habita principalmente a região da bacia amazonica e do pantanal. Muito parecida com o leopardo, a onça pintada, distingui-se deste por possuir um corpo mais forte e robusto, além de uma cauda menor. É um animal solitário, caçando a maior parte de sua vida sem o auxílio de outros da sua espécie.
Submetida a uma caça intensiva pelo homem, que comercializa sua pele, está extinta em muitas zonas, mas já existem reservas onde ela é protegida, como por exemplo a de Foz do Iguaçú.
Sua pele é um valioso troféu e muito procurada. Por isso, elas foram se afastando dos locais mais frequentados por homens, de modo que, para encontrar uma delas, é necessário se embrenhar no fundo das grandes matas, próximo das aguadas, que são seu local predileto. Vive em ambientes selváticos e em zonas abertas desde o México até a Argentina.
(fonte: http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/animais/onca-pintada.php)

Um dos mamíferos símbolo do Brasil, talvez mais que o tão cantado, lábaro estrelado, no entando, pior que a ele, estão acabando ocm nossas onças.
Espero, fielmente, que tanto elas, quanto a Amazônia em geral, quanto o pantanal, cerrado, caatinga, pampas, mata Atlântica e etc. todos possam ser vistos, sadiamente, pelos meus filhos, netos, e por todas as gerações que a natureza lhes permitir!.

domingo, 11 de maio de 2008

Nara Lofego Leão!


Os joelhos mais belos da Música Popular Brasileira, a voz mais aveludada e o chanel mais marcante!. Esses são atributos pequenos da nossa saudosa Nara Leão.

Efêmera - infelizmente - como um cometa, mas trouxe, assim como esse, uma beleza maior ao grandioso lábaro musical brasileiro.

Moça de classe média, nunca passou necessidade nenhuma, e isso, com certeza nao interfiriu em nada sua personalidade, em relaçao ao povo. Sempre foi uma artista - realmente artista - que via as pessoas como pessoas, que sentia que alguma coisa estava errada, que tanta gente passando fome nao estava certo, que aqueles que moravam no morro, nao eram vagabundos, analfabetos, ignorantes, sujos, bêbados e simplórios jogadores de peladas durante todo o dia, como via - vê - a classe média - composta sem dúvidas, por trabalhadores assíduos, nada da cultura nacional, e responsáveis pelo lindo progresso do Brasil.

Começou sua carreira - brilhante - nos idos iniciais da década de sessenta, nas vésperas do golpe dos gorilas - militares.

Não teve muito tempo de liberdade ideológica, logo se viu num cenário - estábulo - onde cantar, pintar, escrever e etc..., se tornava, cada vez mais, uma tarefa perigosa, delicada. Mas nao temeu, cantou pro nordestino pro carioca, pra classe média, pro morro, pra tudo e todos.

Além do mais garimpado arsenal de canções, a musa, é responsável pelo despontar de outros talentosos elementos da nossa boa música, tais como: Chico Buarque, Maria Bethania, Sidney Miller, João do Vale, Zé Kety e etc..etc..etc..

Morreu em 1989, no dia 7 de Junho aos 47 anos, vítima de um tumor cerebral. Nesse mesmo ano, lançou seu ultimo disco, "My foolish Heart".

Nos deixou um legado de ensinamentos, de cultura de todos os jeitos, do samba enraizado, da Bossa Nova, por ela criada, da música representando o sertanejo, o morro, e muito mais!.

Nara, eu te Amo!

"O fato de apoiar todos os movimentos, desde que fossem bons, fez com que eu reunisse o maior repertório do Brasil. As pessoas podem ter discutido se eu canto ou não canto, se gostam ou não gostam, mas têm que admitir que a minha falta de preconceito em relação aos movimentos fez com que eu gravasse coisas antigas, novas e de vanguarda." (Nara Leão).

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Meu Brasil que sonha...



O melhor cartunista que esse país já teve, senhor Henfil, um dos grandes heróis nacionais, sob meu ponto de vista.
Com as tiras mais corrosivas que já se ouviu nessas terras de palmeiras, sabias, ditaduras e conservadores, o "subversivo" lutou por um Brasil melhor, carregando consigo a bandeira da esquerda brasileira. Que Deus o tenha.

"Se nao houver frutos,valeu a beleza das flores,se nao houver flores,valeu a sombra das folhas, se nao houver folhas, valeu a intencao da semente" (Henfil).

domingo, 4 de maio de 2008

Nosso Do, Ré, Mi, Fá.


Ah, a música brasileira!, com certeza uma das de maior qualidade do mundo, o que reflete a necessidade de um dos povos mais sofridos desse mesmo planeta. Expressamos na música, há tempos, o que nos angustia, nos dá medo, o que sentimos e precisamos libertar.

A raiz mais popular, talvez seja o samba - grandemente representado por grandes compositores e cantores, como: Noel Rosa, Martinho da Vila, Carmen Miranda, Gonzaguinha, Adoniran Barbosa e etc..etc..etc.. - incrívelmente gostoso de ouvir. Induz ao balanceio até o mais sério e parado senhor. Está no sangue do brasileiro!

Não pode-se deixar de falar, também, das raízes mais interioranas do país, o sertanejo, o baião, o forró e etc...

No sertanejo (nao esse pseudo pop, que hoje chamam de música do sertão, como Zezé de Camargo & Luciano, César Menotti e Fabiano, e outras mil duplinhas do mesmo nível), temos grandes homens. Que muitas vezes não tiveram a oportunidade de aprender a ler e escrever, mas sabiam, através da natureza, dizer quando ia chover, como curar um doente, quando a terra está boa, quando a plantação vai render bons frutos, quando estes amadurecem e etc...Além dessas várias curiosidades, muitos tinham a emoção mais sublime, para fazer uma ótima música; a verdadeira música sertaneja. Duplas como Tião Carreiro & Pardinho, Tonico & Tinoco e etc...que não existe hoje igual qualidade. Faz até o mais urbano, refletir sobre as verdades ditas em suas músicas, as vezes até com cunho político!.

No Baião, temos um dos grandes símbolos brasileiros, quem nao haveria de ligar o ritmo, à personalidade e arte do mestre Luiz Gonzaga? sim, outro homem que mal ler sabia, mas que encantou o Brasil e outras partes do mundo com o Xote das meninas, com a Asa Branca, e com a volta da mesma!. Dando ao povo, que nao conhece o luar do sertão, o povo sertanejo, as festas sertanejas, uma bela nossão de como são. Fazendo-nos figurar essas ocasiões na cabeça. Graças a uma letra várias e várias vezes descritivas. Luiz Gonzaga além de tudo, espalhou para o país todo, o choro da sanfona, do acordeão, o tilintar do triângulo e etc. Tornando o ritmo, um dos mais populares. Brilhante!.

No início da nossa últíma ditadura (tivemos duas..¬¬, ou talvez até mais, quem sabe?), explodiu no Brasil, uma onda de novos cantores, cantoras e bandas - Caetano Veloso, Gilberto Gil, Mutantes, Gal Costa, Maria Bethania, Nara Leão, Chico Buarque, Geraldo Vandré, enfim, uma lista enorme de nomes, não menos importantes - dispostos a lutar por um lugar para se viver com mais dignidade.
Eram muitos desses, os criadores de movimentos como a Tropicália. Ah, quanto patriotismo!, Lindonéia, Tropicália, Mamãe Coragem, quanta riqueza!. Surtiu o efeito, balançou os alicerces dos gorilas, digo, Militares que destruiam, digo, governavam a pátria.

Um adendo; no fim da ditadura, surgiram outras tendências musicais, como a luta pela anistia, muito bem representada por exemplo, por Gonzaguinha, filho do já citado, Luiz Gonzaga!. (que família!)

Não nosso de berço, mas muito bem feito por quem sabe fazer, temos na história, bandas de rock de excelente qualidade também - Legião Urbana, Titãs, RPM e etc.. - com críticas ácidas ao governo, à Igreja, à desigualdade social e outros inúmeros temas que já sabemos. (mas que não abrimos devidamente os olhos). Esse nível porém, vem sendo extinto.

Hoje, o que vemos, é que o país está sendo estuprado, graças a uma falta de xenofobia de seu povo, seguida de uma falta de interesse das gravadoras, e de uma excessiva entrada de cultura estrangeira. Com certeza, fazer um povo que já nao tem acesso a educação, nao ter contato com cultura boa, nossa, de fato, com mensagens interessantes, para nós, é mais importante que toda essa perda. Mais uma vez, há uma certa manipulação, de uma classe invejosa, que teme o poder da massa.

Não é possível, que após décadas douradas de música essencialmente brasileira, para brasileiros, por brasileiros, pelo Brasil, compositores e cantores tenham se esquecido dos problemas (quando eles mais estão presentes, paradoxalmente). Vemos hoje, "razões e emoções", "créu", "gaiola das popozudas", cantores sem sal, sem engajamento, sem criatividade, sem nada.

É triste. Mas em meu pensamento, carrego a frase, de outro grande intérprete da nossa boa música, que acredito que muita gente, até inconscientemente carrega: "Grande pátria desimportante, em nenhum instante, eu vou te trair". O poeta ainda está vivo!: Cazuza!.

sábado, 3 de maio de 2008

Liberdade?


Há de fato, muitas formas de se questionar o direito à Liberdade, o direito de ir e vir. Sem dúvidas que há. Porém, vou ser preciso aqui, vou pôr o dedo na (minha) ferida, vou falar do 'serviço militar obrigatório'.


Olavo Bilac - jornalista e poeta brasileiro do séc XIX/XX - com certeza sem ter o que fazer, participou arduamente da campanha em favor deste 'dever' em potencial. A ser aprovado pelas oligarquias da República Velha - mais uma das grandes etapas douradas da história conservadora do país.


O fato foi consumado, chegaram ao consenso de que o Brasil necessitava realmente de reserva militar. O que tinhamos nao garanteria sucesso em uma possível guerra; ou quem sabe, em conflitos reácionários; ou meras manifestações populares por de uma vida mais digna; também nao deixava as autoridades tranquilas em relação às fronteiras brasileiras, que poderiam ser violadas (nem eles mesmos sabiam onde ficavam as tais fronteiras); e outros tantos motivos.


O negócio é que o governo gostou (ou esqueceu), desse novo dever da população masculina brasileira. Que logo ao iniciar uma vida mais independente, se vê obrigado a iniciar o 'processo de seleção' (sorteio) para o tal 'serviço'.


Durante um ano, a difícil tarefa é consumada, e um contingente é cirurgicamente (¬¬) selecionado para dar inicio à essa desgraçada obrigação.


Começamos, no meu caso, com 100 sortudos. Nos primeiros dias recebemos a farda (ou fardo), e demos inicio ao processo de "adestramento" (exatamente assim pronunciado por nossos 'superiores').


Em que se baseia esse adestramento?, simples: imposições (veja bem, imposições. Castigos não, ¬¬).


As imposições são: flexões; às vezes, piadinhas; faxinas; advertências e etc...


Tudo isso foi minucionsamente estudado, por gente competente, pra garantir que ao fim do ano, estes mesmos 100, saiam de lá tinindo, preparadíssimos para enfrentar qualquer tipo de conflito.


Continuamos, servindo a Pátria com o maior orgulho, limpando um lugar esquisito que nunca vimos, recebendo ordens, sem receber nada em troca de um qualquer, mais estranho ainda.


Muitos estudam, outros muitos trabalham, outros fazem os dois, mas é esse mesmo o perfil de pessoas que a âncora quer, esse tipo de problema, nao é problema deles (assim disseram).


Ensaiamos pra formaturas (qualquer celebraçãozinha que junta meia duzia de seres que se intitulam "disciplinados, mas nem sabem o porquê disso), cantamos o Hino Brasileiro, a Canção do exército ("nós somos da pátria guarda, fiéis soldados, por ela amados" - muitos nao sabem nem o que o exército faz..¬¬, outros têm medo, outros estão traumatizados por culpa dele), a Canção do expedicionário, o Hino da cidade e etc...(tudo a mais pura ladainha).


Como se só as manhãs perdidas não fossem suficiente, inventam a guarda, onde ficamos 26 horas diretas, dentro do lugar esquisito (quartel), para o defender de invasores. Trabalhamos, comemos, trabalhamos, tomamos banho, trabalhamos, ficamos de sentinela, e por ultimo, se der tempo, dormimos (se é que dá pra dormir naquelas camas!).


São 9 homens por dia, todos os dias, inclusive finais de semana, feriados e nas férias. Armados até os dentes, com UM porrete, e de quebra, um apito. As ordens são: Se alguém entrar, apita, seus amigos vão se juntar a você, e assim, descem todos, o porrete no invasor (mesmo que ele tenha algum tipo de arma de fogo, arma branca, ou o que for...). Muito Justo.


Mexemos com armas (mosquetões), de 1968, no caso. Mas nao é realmente isso que importa. O indignante, é que não perguntam, nao questionam, se a pessoa, quer mesmo encostar numa arma, se o credo, a ideologia, a religião, ou qualquer coisa a impede que o faça. Apenas jogam na sua mão, o instrumento.


Engolir sapo porém, é o que aprendemos lá, quem se importa com o que voce pensa?, afinal, quem disse que se pensa?, reservista nao raciocina, mas obedece (palavras dos mesmos tais superiores). Pegamos as armas, as baionetas, os ferrolhos e tuco mais. Aprendemos por enquanto, só a montar e desmontar a mesma, uma chatisse, um sofrimento (muita pecinha, muita força e etc...pra monstar e desmontar).


Por enquanto, só isso, passaram-se apenas 2 meses, e o sofrimento continua, a grosso modo, é isso que ocorre, obviamente, cortei muitos episodios dignos de uma pátria amada (rolar, ou chafurdar na lama como preferir, passar frio, tendo agasalho, aprender movimentos repetitivos, fazer exercícios físicos cansativos, bons apenas pra quem gosta, e etc...


O que posso questionar é: Pra que fronteiras?, se o mundo por si só, graças à natureza perfeita, é (originalmente), um bloco só de terra?, se todos os humanos, são uma espécie apenas?, pra quê?


A resposta está mais uma vez, num mundo conservador, dividido em Estados, onde guerras geram lucros, onde minorias necessitam de um espaço para si, para ter domínio. Para oprimir.


O exército como é, ao meu ver, é uma instituição burguesa, criada pra defender os interesses de uma classe privilegiada, faz isso (sempre foi assim), com repressões, violência e demagogia. Garantindo que os mesmos senhores mantenham sua forte influência, e poder sobre um determinado povo, etnia, nação, ou aprisionados dentro de um espaço, sabe-se lá por quem determinado.