domingo, 11 de maio de 2008

Nara Lofego Leão!


Os joelhos mais belos da Música Popular Brasileira, a voz mais aveludada e o chanel mais marcante!. Esses são atributos pequenos da nossa saudosa Nara Leão.

Efêmera - infelizmente - como um cometa, mas trouxe, assim como esse, uma beleza maior ao grandioso lábaro musical brasileiro.

Moça de classe média, nunca passou necessidade nenhuma, e isso, com certeza nao interfiriu em nada sua personalidade, em relaçao ao povo. Sempre foi uma artista - realmente artista - que via as pessoas como pessoas, que sentia que alguma coisa estava errada, que tanta gente passando fome nao estava certo, que aqueles que moravam no morro, nao eram vagabundos, analfabetos, ignorantes, sujos, bêbados e simplórios jogadores de peladas durante todo o dia, como via - vê - a classe média - composta sem dúvidas, por trabalhadores assíduos, nada da cultura nacional, e responsáveis pelo lindo progresso do Brasil.

Começou sua carreira - brilhante - nos idos iniciais da década de sessenta, nas vésperas do golpe dos gorilas - militares.

Não teve muito tempo de liberdade ideológica, logo se viu num cenário - estábulo - onde cantar, pintar, escrever e etc..., se tornava, cada vez mais, uma tarefa perigosa, delicada. Mas nao temeu, cantou pro nordestino pro carioca, pra classe média, pro morro, pra tudo e todos.

Além do mais garimpado arsenal de canções, a musa, é responsável pelo despontar de outros talentosos elementos da nossa boa música, tais como: Chico Buarque, Maria Bethania, Sidney Miller, João do Vale, Zé Kety e etc..etc..etc..

Morreu em 1989, no dia 7 de Junho aos 47 anos, vítima de um tumor cerebral. Nesse mesmo ano, lançou seu ultimo disco, "My foolish Heart".

Nos deixou um legado de ensinamentos, de cultura de todos os jeitos, do samba enraizado, da Bossa Nova, por ela criada, da música representando o sertanejo, o morro, e muito mais!.

Nara, eu te Amo!

"O fato de apoiar todos os movimentos, desde que fossem bons, fez com que eu reunisse o maior repertório do Brasil. As pessoas podem ter discutido se eu canto ou não canto, se gostam ou não gostam, mas têm que admitir que a minha falta de preconceito em relação aos movimentos fez com que eu gravasse coisas antigas, novas e de vanguarda." (Nara Leão).

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